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Futebol. Isso ainda vai ser grande no Brasil!

January 13, 2016

Recordo-me da brilhante campanha que a Topper lançou em 2010, fazendo uma bem humorada alusão ao fato de que o Rugby um dia seria um grande esporte no Brasil. A empresa na figura de fornecedora de material esportivo da seleção brasileira de Rugby assumiu o papel não apenas de patrocinadora, mas também de fomentadora da modalidade, fixando a declaração (ou premonição) de que ainda veríamos o Brasil entre os grandes desse tradicional esporte.

 

Alguns meses atrás puder conhecer mais de perto o trabalho realizado pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), ao passo que seguia indignado com a atual situação do futebol em nosso país, e pela enésima vez elevada ao cubo passei a me questionar sobre o estado de pequenez em que o esporte bretão se encontra. Pra não centrar o texto no histórico e vexatório 7x1 e nos elefantes brancos fruto de bilhões despejados na lata de lixo, vamos direto analisar a atual situação política do poleiro maior que comanda o futebol brasileiro – uma caricatura daquelas difíceis de entender e que seria bem complicada de explicar para alguém de fora: (i) ex-presidente da CBF n. 01: preso; (ii) ex-presidente da CBF n. 02: “exilado” entre o Uruguai e os EUA, tentando manter-se fora da mídia para evitar investigações; (iii) atual presidente (licenciado) da CBF: investigado pelo FBI e prestes a ser encaminhado para um condomínio fechado de luxo, e por isso permanece brincando de esconde-esconde, com medo de pisar fora do quadrado da amarelinha pra não parar no xilindró; (iv) atual presidente ativo da CBF: o enorme e renomado Coronel Nunes que, entre outras coisas, possui um histórico repleto de suspeitas de desvio de dinheiro público que certamente são inverídicas, dado que os montantes em questão devem ter sido devidamente investidos, pois transformaram o futebol do seu estado (o Pará) em uma das maiores potências esportivas do Brasil.

 

Como se não bastasse, em meio ao circo instaurado, o destemido marceneiro Marco Polo Del Nero não se cansa de sambar na cara da sociedade se preparando para o Carnaval 2016. 

 

A última manobra foi histórica, lembrou um golpe de estado daqueles bonitos, gol de placa, semelhante às beldades que o Dr. Del Nero coleciona. O peão que havia colocado na presidência provisória da CBF, o deputado Marcos Vicente começou a pensar por conta própria, o que desagradou vossa excelência suprema. Assim, o malandro Marco Polo, manobrou, reassumiu a presidência num dia para indicar o glorificado Coronel Nunes ao cargo de presidente da entidade e no dia seguinte pediu licença para ir ao toalete novamente.

 

Enquanto isso, alguns respeitados e renomados atletas, apoiados por jornalistas e setores da sociedade novamente tentaram se fazer ouvidos pela entidade que – adivinhem? - deu aquela gingada bonita e ignorou qualquer sinal de crise, tentando desmerecer ex-jogadores como Alex e Raí que fazem o trabalho de formiga de tentar angariar pessoas sérias para tentar tirar o circo de cena. E os clubes nisso tudo? Inteiramente coniventes com o poder, ajudando a abastecer a fornalha do Titanic para postergar (ou evitar) o naufrágio. Parabéns a todos os presidentes pelo ótimo trabalho!

 

Em meio à chuva ácida, a meninada que está no poder se segura como pode e usa todos os artifícios impossíveis (porque os possíveis e aceitáveis já foram usados faz tempo) para seguir mamando na teta da vaquinha leiteira. Por outro lado, no duro mundo da seriedade e do trabalho honesto, ainda com a ajuda da Topper e de aproximadamente mais 20 parceiros, o time da CBRu dá continuidade ao seu planejamento de longo prazo, suportado por uma moderna estrutura de governança corporativa, contando com profissionais renomados e remunerados, constantemente avaliados com base em indicadores de alta performance.

 

A evolução do esporte nos últimos 10 anos é notável e a expectativa é de que ela persista por algum tempo, de modo que o Rugby venha a ocupar o seu merecido espaço no cenário esportivo brasileiro. Ainda assim, com certeza a modalidade jamais possuirá o tamanho, a história e a relevância que o futebol tem no Brasil. Moral da história: hoje Davi se comporta como Golias e Golias, bem...este vive uma séria crise de identidade que nos faz refletir: um dia o futebol vai voltar a ser grande no Brasil? Vale fazer essa pergunta ao Dr. Marco Polo, ao Coronel Nunes, ao Dr. Abobrinha, ao Sargento Pincel ou a quem quer que esteja à frente do circo na semana que vem.

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